"Palavras manipuladas por uma mente que segue comandos de um coração de pensamentos próprios, que pensa ser rei e tem como conselheiros hormônios mutantes. E todo o mundo sonha estar acordado." Por Rafaela Sosi.
"Se você olhar bem, verá que o mundo todo é um jardim!"
(O Jardim Secreto)
domingo, 30 de março de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O menino e o rio.
Poema de Manoel de Barros, musicado por Marcio de Camillo. <3
O menino e o rio.
O corpo do rio prateia
Quando a Lua se abre
Passarinhos do mato gostam
De mim e de goiaba
Uma rã me benzeu
Com as mãos na água
Com os fios de orvalho
Aranhas tecem a madrugada
Era o menino e os bichinhos
Era o menino e o Sol
O menino e o rio
Era o menino e as árvores
Cresci brincando no chão
Entre formigas
Meu quintal é maior
Do que o mundo
Por dentro de nossa casa
Passava um rio inventado
Tudo o que não invento
É falso.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
MORADA
Morada
Como morada as cigarras escolheram a mais alta árvore,
folhas amarelas.
Minha caixa de fósforo é sem enfeites
A cigarra cantava em cima do colorido,
um dia ficou muda, e o chão ficara marrom.
Muda ficara a cigarra mas não silenciada.
Minha caixa de fósforo sempre fora do tom de uma cor
só.
Ensinara o colorido, mas no fim ficara só e sem o
mesmo, sentada ou deitada.
Subindo as escadas pensei que ouviria, não ouvi.
Um cheiro único lá está presente depois que as
cigarras se foram,
há ruídos do tempo, alguns vestígios também.
Minha caixa de fósforo tem briga, sem cadeira ou cama,
mas tem a cor verde,
e é habitada pela presença de minhas amadas formigas.
***Poema inspirado na exposição artística "DIAS E NOITES", da artista plástica e fotógrafa Adriana Amaral.***
domingo, 19 de maio de 2013
Pedido
Quão bonito é o vento que não posso ver?
Que carrega as folhas sem morada
Que espalha a chuva de manhã, de tarde, noite ou madrugada.
Quais são suas cores?
Poderia ele me ver?
Música oculta que faz dançar as plantinhas, nossos cabelos, nossas roupas no varal.
Que leva embora o que é do mundo, o que é livre, o que é solto.
Pra onde leva?
Me leva...
Que carrega as folhas sem morada
Que espalha a chuva de manhã, de tarde, noite ou madrugada.
Quais são suas cores?
Poderia ele me ver?
Música oculta que faz dançar as plantinhas, nossos cabelos, nossas roupas no varal.
Que leva embora o que é do mundo, o que é livre, o que é solto.
Pra onde leva?
Me leva...
quarta-feira, 15 de maio de 2013
É preciso usar o terceiro olho adormecido há tempos.
É tempo de acordar as flores, não se pode esperar a Primavera. Não haverá Primavera.
Não haverá Verão.
Não haverá Outono.
Não haverá outro Inverno.
Poucas flores ainda acordarão. Algumas já apodreceram enquanto botão.
Ser um botão de flor que ri, enquanto espera a Primavera.
Ser um botão de flor que sabe o segredo.
Ser um botão de flor que luta contras as larvas.
Essas larvas não são as mesmas que viram borboletas.
São malditas larvas, sujas, abraçadas pelas flores que esperam a Primavera. Mas não haverá Primavera.
É TEMPO de guerra.
Ser um botão de flor que ri, enquanto apodrece.
Ser um botão de flor em fúria.
Ser um botão de flor que luta antes de desabrochar.
Corajoso o botão que vence a batalha.
Bonita é a flor que desabrocha na Primavera do eterno agora.
Não haverá Primavera.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
sábado, 30 de março de 2013
Hoje eu inventei qu'eu quero o delicado.O delicado dos raios do Sol, que nunca absorvo às sete da manhã.O delicado gosto de orvalho das sete e um da manhã.O delicado, e lento inspirar de ar puro e recém aquecido,às sete e dois dessa mesma manhã.Já são três minutos mágicos aproveitados, mesmo não sendo ainda sete e três.Quero o som mais delicado,aquele escondido entre uma gota que cai, e o chão. (Será que é delicado quando se ouve de pertinho, feito formiga?)Delicado, deve ser algo delicado. Ponto.Eu quero uma explicação delicada sobre o que é delicado,mas não às sete e três da manhã, nesse minuto eu quero ter o delicado qu'eu inventar sem saber explicar.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Adiado instante odiado
Fico pensando,
Só me resta o pensar
O sentir acabou-se
Mais uma vez acabou
Logo, sem previsões, troca-se os verbos
Troca-se os órgãos
Troca-se cérebro por coração
Troca-se razão por emoção
Fernando Pessoa define como
O pânico das emoções
Muitos definem este indefinível
No momento, apenas desprezo
Desprezo...
por hora.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Procura-se tradutor de língua estrelar! As estrelas têm algo a me dizer, começando pela estrela maior; o Sol das seis da manhã, e termina nas estrelas citadas nas noites aventureiras descritas nos livros. Ou será que devo procurar a sensibilidade de outrora? Ou será que estou imaginando coisas? Ou será que sou eu quem tem algo a dizer? Ou será que eu queria que elas falassem comigo? Na verdade, esqueça! Procura-se quem inventou a tal da interrogação! O culpado de tantas noites mal dormidas.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Ilusão.........................................................aaaaaaargh!!!
Tempo de moldar o caráter, de querer aprender
mais, querer crescer, se esforçando para não se amargar.
Mudanças.
Difíceis com brumas embaçando nossos olhos...
Último ano escolar, e o que se vê são colegas
interessados em suas blusinhas de formandos, brigando e discutindo sobre o tema
disso, como se fosse a “coisa” mais importante do mundo. Rindo, fazendo
gracinhas enquanto o colega se apresenta em um ensaio de TCC, discutindo sobre
o vestido e sapatos de formatura, sobre o BBB, sobre fulano, sicrano e
beltrano.
Quem beijou quem?
Músicas de letras
invasoras de mente, com duas frases e alguns acordes mixados digitalmente.
Idolatrias de
pessoas que nada fazem de revolucionário, que não se expressam sendo elas
mesmas, não mostram sua arte. Cantam músicas clichês, sem poesia, sem
sentimento, sem originalidade, se vendem para fazer sucesso...
Fazem tatuagens de
símbolos que estão na moda, ou desejam fazer. Desejam status, desejam atenção
dos outros colegas, querem ser especiais.
Os Diferentes.
Egocentrismo.
Somos nós...
Até quando?
sábado, 3 de março de 2012
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Mim.
Disseram para eu parar de pensar no passado, mas como? Se amo filmes antigos, livros com cheiro de décadas que não vivi, baús velhos que nunca tive, movimentos literários, greves com verdadeiras ideologias, e História. ♥
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Estamos sendo lidos.
As coisas realmente são fantasiosas. Para ser inverdade não é preciso que tudo se passe somente dentro de sua mente, e não é porque se passa por entre seus pensamentos que não seja real.
Já pensou que nós daqui da onde chamamos de Terra podemos ser somente a imaginação de alguém? Que podemos ser histórias imaginadas por mentes num espaço maior de um tempo maior ? Comparados a uma história, algo sem dúvida alguma temos em comum: O FIM. Isso não dá para duvidar. E se fossemos a imaginação em ebulição de alguém que escrevesse sobre nós, bastaria que olhos passassem sobre as palavras, assim seriamos verdade, e estariamos vivos novamente. Parece fácil? Depende. E por que? Bom, porque se isso for verdade, nesse momento, existem milhões de vidas esquecidas, vidas que pedem por olhos, olhos que vejam a verdade, olhos para ler as palavras que lhes dão vida, olhos que tenham vida. Olhos.
Abra um livro, leia.
Doe vida.
Já pensou que nós daqui da onde chamamos de Terra podemos ser somente a imaginação de alguém? Que podemos ser histórias imaginadas por mentes num espaço maior de um tempo maior ? Comparados a uma história, algo sem dúvida alguma temos em comum: O FIM. Isso não dá para duvidar. E se fossemos a imaginação em ebulição de alguém que escrevesse sobre nós, bastaria que olhos passassem sobre as palavras, assim seriamos verdade, e estariamos vivos novamente. Parece fácil? Depende. E por que? Bom, porque se isso for verdade, nesse momento, existem milhões de vidas esquecidas, vidas que pedem por olhos, olhos que vejam a verdade, olhos para ler as palavras que lhes dão vida, olhos que tenham vida. Olhos.
Abra um livro, leia.
Doe vida.
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